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O que faz uma pequena empresa boa para se trabalhar.

21 JAN 2019

Todas as sextas-feiras, os 90 funcionários da Lambda3, desenvolvedora de software paulista, têm a opção de participar de palestras, seguidas de bate-papo, organizadas por outros funcionários da empresa.

Geralmente, os temas das conversas são tendências tecnológicas e o mercado de software. No entanto, não há limitação de assuntos. Já houve encontros, por exemplo, em que foram tratadas histórias em quadrinhos e artes marciais.

Além de ser um momento de troca de conhecimentos, que podem ser úteis no dia a dia do trabalho, os eventos têm a função de criar um senso de comunidade entre os profissionais e manter o escritório vivo, com constantes novidades.

A iniciativa integra um conjunto de práticas de valorização de pessoal. Num mercado em que muitas empresas se gabam por oferecer videogame, escritório colorido e permitir o uso de bermudas, as ações da Lambda3 vão além de transformar o ambiente num parque de diversão. O foco é tornar o funcionário protagonista dentro da empresa.


E não para por aí. Mensalmente, há reuniões em que indicadores da empresa são disponibilizados para todos. É a política de números abertos.

Os funcionários têm acesso ao faturamento, salários de acordo com cargos e rentabilidade de cada contrato.

Grande parte dos clientes é do setor financeiro, como Banco Santander, BTG e Brasilprev.

“A transparência permite ao funcionário entender em qual momento está a empresa e qual a sua contribuição no negócio”, diz Victor Hugo Germano, cofundador da Lambda3.

A equipe técnica também tem destaque. Os profissionais podem participar de reuniões estratégicas e são consultados no processo de novas contratações. A ideia é fazer com que eles participem da gestão e tomem decisões.

De acordo com Germano, as medidas fazem com que eles compreendam e conduzam o próprio trabalho. E a vontade de crescer acaba sendo natural – e, consequentemente, ajuda na expansão da empresa.

E os números comprovam a eficácia. Nos últimos anos, a Lambda3 tem crescido 50% anualmente. Em 2018, a expectativa é faturar R$ 20 milhões.

TRABALHADOR FELIZ, NEGÓCIO PRÓSPERO

As práticas de recursos humanos da Lambda3 têm mais a ver com criatividade na gestão e vontade de valorizar o pessoal do que grandes orçamentos para a área. Recentemente, a Lambda3 figurou entre as cinco primeiras colocadas no ranking das Melhores Pequenas Empresas para Trabalhar.

A lista, que considera empregadoras paulistas com 30 a 99 funcionários (independentemente do faturamento), foi organizada pela Great Place To Work (GPTW), consultoria de gestão de pessoas.

A amostragem segue uma metodologia própria. Primeiro, os funcionários pontuam o ambiente e o dia a dia da empresa. Depois, é feita uma avaliação qualitativa dos comentários dos colaboradores. Por último, a GPTW analisa as práticas de recursos humanos.

Na média, os pequenos negócios da lista tiveram nota 90 (de 0 a 100). O número é maior do que a média da lista Brasil, nota 86, que compreende empresas de todos os portes.
Fonte: Diário do Comércio

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