NOTÍCIAS

Só seis estados brasileiros começarão 2019 com boa situação nas contas.

17 DEZ 2018

Somente seis dos 26 estados brasileiros, mais o Distrito Federal, vão começar o ano de 2019 com as contas públicas em uma situação fiscal considerada boa ou muito boa. Os dados são de um estudo realizado pela Tendências Consultorias Integrada divulgado nesta sexta-feira.
De acordo com a pesquisa, apenas os próximos governadores do Amapá, Espírito Santo, Amazonas, Rondônia, Tocantins e da Paraíba receberão as contas públicas em boas condições no começo de seus mandatos.

Os estados foram classificados com situação fiscal péssima, muito fraca, fraca, média, boa ou muito boa. O único que conseguiu atingir a primeira colocação (muito boa) foi o Amapá. Rio Grande do Sul, Rio de Janeiro e Minas Gerais apresentaram nível péssimo.

A situação Rio Grande do Norte não foi medida por falta de dados.

Confira a lista completa:

Situação fiscal dos estados

Péssima:
Minas Gerais
Rio de Janeiro
Rio Grande do Sul


Muito fraca:
Pernambuco
Bahia
Sergipe
Distrito Federal
Goiás
Mato Grosso
São Paulo
Santa Catarina


Fraca:
Marinhão
Piauí
Mato Grosso do Sul
Paraná
Alagoas
Média:
Ceará
Pará
Roraima
Acre


Boa:
Amazonas
Rondônia
Tocantins
Paraíba
Espirito Santo

Muito boa:
Amapá


Para fazer o levantamento, a Tendências Consultorias Integrada utilizou dados do Tesouro Nacional em seis quesistos: endividamento; poupança corrente, liquidez, resultado primário, despesa com pessoal e encargos sociais e investimentos.

Apesar de ter pedido a entrada no programa de recuperação fiscal, Roraima conquistou a classificação média na pesquisa de situação financeira para 2019. Na quarta-feira (12), o ministro da Fazenda, Eduardo Guardia, e a secretária executiva da pasta, Ana Paula Vescovi, disseram que o estado não pode aderir ao pacote de auxílio financeiro solicitado. Roraima pode, porém, pedir o apoio emergencial de R$ 200 milhões prometido pelo governo federal.

A lei que criou o programa de recuperação fiscal estabelece que só podem ser beneficiadas as unidades federativas que tenham a soma das despesas com funcionalismo e de serviço da dívida ultrapassando 70% da Receita Corrente Líquida (RCL).
Segundo Guardia e Vescovi, atualmente estão enquadrados nessa situação Rio de Janeiro, Rio Grande do Sul e Minas Gerais (os três piores classificados de acordo com o estudo de situação das contas públicas da Tendências Consultorias Integrada). Mato Grosso do Sul e Rio Grande do Norte também se enquadram nos estados que poderiam requisitar a recuperação fiscal.
Fonte: Economia

VEJA TAMBÉM