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Como é tocar mais de um negócio ao mesmo tempo?

01 NOV 2018

Aos 30 anos, empreendedor de Sapiranga administra duas empresas na região e acumula uma experiência longa em diversos ramos.
Marcelo Bauer, 30 anos, é parte de um movimento crescente de jovens empreendedores. Morador de Sapiranga, conhecida como a cidade das rosas, desde muito cedo percebeu que trilharia o caminho do empreendedorismo, a exemplo de seus pais, Algemiro Bauer e Leonicia Maria Boettcher Bauer, que atuavam no ramo coureiro-calçadista, como proprietários de um atelier de mão de obra.

Um diferencial do jovem é a aposta na busca pelo conhecimento. Aos 15 anos, se iniciou sua primeira formação técnica, em Manutenção e Usinagem, no Senai. Aos 18, ingressou no curso técnico de Segurança do Trabalho, na escola técnica Fundação Liberato Salzano Vieira da Cunha, em Novo Hamburgo.

Hoje, divide sua rotina de trabalho com as graduações de Engenharia Civil e Arquitetura e Urbanismo, cursadas na Universidade Feevale. Ele ressalta que, em suas empresas, "o maior capital são as pessoas" e destaca que a troca de ideias, aliada à mente aberta a novas experiências, é a melhor aposta para se ter êxito no mundo dos negócios.

GeraçãoE - Quais os ramos onde atua?

Marcelo Bauer - Possuo duas empresas. A SS Imóveis, situada no Centro de Sapiranga, que atua nos nichos de construção civil, arquitetura e paisagismo e imobiliário. Além disso, há a Santo Cacau Chocolates, localizada em Novo Hamburgo, no bairro Canudos. Nessa loja temos produtos de fabricação própria e de marcas parceiras. É uma empresa familiar, criada do zero, tendo como referência grandes nomes, como Cacau Show e Brasil Chocolates. A minha opção por empreender nessas áreas se deu por enxergar nelas boas oportunidades de negócio, lacunas no mercado e demandas do público consumidor.

GE - Houve algum momento-chave no qual se descobriu como empreendedor?

Marcelo - Desde muito cedo. Aos 10 anos, no turno inverso da escola, auxiliava meus pais no pequeno atelier da família. Esse entendimento prematuro sobre responsabilidades foi fundamental para moldar e formar meu caráter. Lembro de uma história interessante desta época. Havia sobrado no atelier alguns chapéus de EVA que teriam como destino o descarte. Com o consentimento de meu pai, peguei o material e comecei a vender as peças no bairro onde morava. Nessa época, estava em plena atividade, em Novo Hamburgo, a campanha eleitoral municipal. Assim, me ocorreu a ideia de oferecer os chapéus para um candidato a vereador. A oferta foi acolhida e consegui levantar uma soma razoável, repassando cada peça a aproximadamente R$ 1,00 para o candidato, que comprou todo o estoque.

GE - Qual foi seu primeiro empreendimento?

Marcelo - Uma empresa que representava comercialmente outras marcas e produtos. Abri um escritório próprio e atuei no ramo por três anos.

GE - Como lidou com insucessos ao longo da carreira?

Marcelo - Toda experiência é válida. Optei por trocar de ramo por variações do mercado. Quando a gente muda o rumo das escolhas não é fracassar, faz parte de um processo. É a dinâmica da vida, o mundo vai mudando e a gente vai buscando se posicionar.

GE - Como enxerga o mercado e quais as dicas para quem está começando ou pensando em começar a empreender?

Marcelo - Primeiro de tudo é fazer uma boa análise do produto e procurar ter um diferencial. Fazer uma extensa pesquisa sobre o potencial de futuro do negócio, de multiplicação e expansão da ideia. É o modelo que eu busquei utilizar na Santo Cacau Chocolates. Hoje, é uma empresa que visa agregar valores, não somente dinheiro. No médio prazo a ideia é torná-la uma rede, multiplicá-la no mercado. Outro ponto importante é valorizar as pessoas. Quando me refiro às minhas empresas, gosto de utilizar a expressão "a gente", mesmo não tendo nenhum sócio. Acredito que não faço nada sozinho.

Fonte: Jornal de Comercio .

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