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Gastos públicos e corrupção lideram preocupações.

17 OUT 2018

Gastos públicos e corrupção são as duas maiores preocupações de conselheiros de administração e profissionais de governança no Brasil, revela a primeira edição da Global Director Survey Report. A pesquisa é assinada pelo Global Network of Directors Institutes (GNDI), que congrega institutos de governança ao redor do mundo e tem o Instituto Brasileiro de Governança Corporativa (IBGC) como representante brasileiro. No Brasil, quase 70% dos participantes da pesquisa apontaram que tributação e gastos públicos representam o maior problema econômico do país. Em seguida, apareceram corrupção (62%) e pobreza (42%). "A pesquisa destaca que conselheiros em todo o mundo compartilham preocupações e desafios semelhantes ao olhar o futuro de suas organizações.

O problema da pobreza e da desigualdade de renda foi apontado por 45% dos conselheiros", diz Angela Cherrington, presidente do GNDI e do Institute of Diretors South Africa (IoDSA). A pesquisa aborda temas como confiança empresarial, governança e tecnologia. "Os dados são um termômetro das preocupações de líderes empresariais de todo o mundo sob a ótica do conselho de administração. No caso do Brasil, foi possível identificar preocupações semelhantes às globais, mas também alguns descompassos. Aspectos relevantes como diversidade, planejamento sucessório e avaliação de desempenho do conselho estão recebendo pouca atenção", avalia Heloisa Bedicks, superintendente geral do IBGC e vice-presidente do GNDI.

Segundo o levantamento, 72% dos brasileiros declararam que a diversidade de gênero foi pouco ou nada importante no recrutamento de candidatos ao conselho de administração. Na amostra global foram 49%. No País, menos de 1% classificou a diversidade de gênero como extremamente importante, ao passo que a média geral apontou 16%. Os brasileiros se mostraram menos preocupados com a sucessão de líderes: 42% afirmaram que o conselho de administração sequer discutiu o planejamento sucessório de seus integrantes nos últimos dois anos; no caso de CEOs, foram 33%. A pesquisa foi realizada entre os meses de maio e junho deste ano e foi respondida por 2.159 conselheiros de administração e profissionais de governança de 17 países.
Fonte: Jornal do Comércio

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