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Em 2016, 13 milhões de brasileiros viviam na extrema pobreza, diz IBGE.

18 DEZ 2017

Mais de 13 milhões de brasileiros viviam em condição de extrema pobreza, em 2016, segundo critérios do Banco Mundial, e tinham disponíveis para consumo no máximo R$ 133,72 mensais, o equivalente a R$ 4,45 por dia, conforme a pesquisa Síntese de Indicadores Sociais do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). A pesquisa, que usa parâmetros do Banco Mundial para definir linhas de pobreza, constatou que dos 205 milhões de brasileiros residentes em domicílios particulares em 2016, 6,5% viviam com o equivalente a US$ 1,90 por dia, o que é considerada uma condição de extrema pobreza. A situação é ainda mais grave nas regiões mais carentes do país, mostrou a pesquisa.

“Quem está mais exposto a esses níveis de pobreza são aquelas pessoas de regiões mais pobres, mais carentes e com menos investimentos em saúde, educação, saneamento, habitação e outras condições elementares para o bem estar de um cidadão”, disse a jornalistas a pesquisadora do IBGE Barbara Soares.

“Mulheres, pretas ou pardas, mais jovens e que moram em um domicílio com filhos são o perfil desses mais pobres do Brasil”, acrescentou a pesquisadora.

De acordo com a pesquisa, 11,2% dos 17,4 milhões de brasileiros que viviam na Região Norte do Brasil estavam em situação de pobreza extrema e viviam com até R$ 4,45 por dia. No Nordeste, região de 56,7 milhões de pessoas, 12,9% das pessoas estavam na condição de pobreza extrema. Não à toa, de acordo com o IBGE, os programas de transferência de renda, como o Bolsa Família, têm forte presença no Norte e no Nordeste. Em outra linha de corte para se medir a pobreza do país, o IBGE identificou que cerca de um quarto da população vivia diariamente com até US$ 5,5. A pesquisa apontou ainda que 12,1% dos brasileiros viviam com uma renda mensal per capita de até R$ 220, equivalente a um quarto do salário mínimo, e 17,8% tinham uma renda mensal disponível entre R$ 220 e R$ 440. A Síntese do IBGE mostrou ainda que cerca de dois em cada três brasileiros tinham ao menos uma restrição considerada essencial para o bem-estar de uma pessoa. As pessoas idosas e mulheres pardas ou negras com filho e sem marido eram as mais afetadas por essa restrição de acesso a itens fundamentais como educação, proteção social, condições ideais de moradia, saneamento básico e internet.

Segundo o estudo, essas pessoas com restrição de acesso estão na chamada pobreza multidimensional.

“Renda para uma pessoa é importante, mas o que é importante para uma pessoa é justamente o acesso ao essencial e a realização de direitos. Esse é um olhar para além da questão monetária. Isso é uma medida de bem-estar da população”, disse Barbara Soares.

Postado Por: Osni Alves Jr.

Fonte Portal Contábil.

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