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Longevidade é um grande desafio.

20 SET 2018

Qualquer empresa, startup ou não, precisa criar as bases para sobrevivência

Em economias como a americana ou as principais europeias, ganha corpo a cultura de “build-to-flip” (em livre tradução do inglês, construir para virar). Trata-se de, a partir de uma boa ideia, constituir empresas que buscam ter seu valor de mercado catapultado pelo potencial de exposição, para ao final de 18 a 24 meses serem vendidas pelo maior preço possível.

Por aqui, o empreendedor digital brasileiro pode até ser mais imediatista do que aqueles que se aventuram nos negócios mais tradicionais.

Mas diferentemente do que ocorre no Hemisfério Norte, com ênfase maior para a região do Vale do Silício, ele via de regra tem um projeto de propósito e funcionalidade para seu negócio.

Os nossos querem sim enriquecer, mas sob “o selo” de bons empreendedores, de terem feito a diferença no campo que se propuseram a abordar.

Ao mesmo tempo que querem ser o próximo empreendedor que embolsou uma bolada depois de ter tido uma boa ideia, eles carregam fortemente o senso de propósito.

O triunvirato que constrói empresas longevas – a combinação de risco de empreender, contribuição para a sociedade e a recompensa pelo risco – soa, então, mais correto e bem apropriado para o momento.

Quando se pensa em estabelecer empresas, tradicionalmente, cogita-se iniciar um negócio rentável, sólido e de longo prazo. E isto se aplica às empresas da velha economia tanto quanto para as startups e negócios digitais.

A longevidade de um negócio tem bases comuns para todos os tipos de empresa. Boas práticas de gestão, excelência nas entregas, foco em pessoas, ferramentas de governança corporativa que reforçam o relacionamento entre sócios.

Estas âncoras não podem ser deixadas de lado. Elas representam oportunidade e benefícios para a empresa quando consistentemente instaladas. E sua ausência significa alto risco.

Os empreendedores da nova economia devem ser atendidos dentro de sua individualidade. Deve-se passar longe das soluções prontas e pacotes, e privilegiar o auxílio de profissionais, consultores, mentores e coaches. Eles vão efetivamente entender sua realidade e combinar a melhor aplicação de velhos conceitos a um ambiente que apesar de aparentemente diferente, é permeado por pessoas, com suas ambições, inseguranças, criatividade, necessidades de afirmação, busca por reconhecimento e lucro, dentre tantos outros fatores.

Este cuidado é importante pela própria natureza do mercado e forma como este inevitavelmente se auto-regula. No longo prazo, o mercado premia boas práticas e consistência.

Fonte: Fenacon

O alinhamento da forma como a empresa se vende e aquilo que efetivamente é em sua operação interna do dia-a-dia atrai investidores, talentos, novos mercados a serem explorados.

Apesar de eventualmente um filho pródigo da nova economia conseguir angariar grandes quantidades de capital sem usar necessariamente estes pilares, no decorrer do tempo o mercado premia quem mostra resultados reais.

É necessário estabelecer a base da empresa para que ela permaneça em sua missão, criando produtos ou serviços com contribuição significativa e mecanismos economicamente sustentáveis ao redor desses. Enquanto estiver com seus fundadores, ou quando mudar de mãos.
Fonte: Fenacon

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