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Falta confiança para investir.

20 AGO 2018

Sem um norte eleitoral nítido que permita ao menos traçar cenários para 2019, a economia nacional segue em passos lentos e com os empresários pouco confortáveis em decidir se vão aportar novos recursos em seus negócios, quando devem começar a investir e também quanto poderão comprometer nesses planos. Mesmo com sinais complicados vindos do exterior, o que está na balança mesmo é a confiança interna.

A escolha pelo eleitorado de um presidente mais populista ou mais liberal pode fazer toda a diferença.A última sondagem da CNI sobre a confiança do empresariado apontou um índice de 50,2 pontos em maio, 3,9 pontos atrás da média histórica de 54,1 pontos. É praticamente o mesmo nível da segunda metade de 2017. O indicador das “condições atuais” está abaixo da linha de otimismo (50 pontos) e o das expectativas futuras ainda patina nos 53 pontos, mostrando uma trajetória decrescente mesmo antes da greve dos caminhoneiros.Um relatório recente da consultoria PwC também ilustra a atual paralisia.

O setor de fusões e aquisições registrou apenas 241 transações de janeiro a maio, o que representa uma estagnação desde 2016. Mesmo em outros anos eleitorais não havia tanta dúvida na hora de fechar um negócio: foram 322 operações no mesmo período em 2014 e 318 em 2010, por exemplo.

O padrão nesses negócios em 2018 é de fusões nas áreas de TI e financeira, na região Sudeste e com capital nacional, o que também demonstra pouco apetite externo.O temor de novas surpresas negativas como a greve entre maio e junho acaba deixou o horizonte ainda mais nublado. A FGV havia captado uma melhora de percepção no primeiro trimestre do ano que agora parece muito distante. Naquele momento, o Indicador de Intenção de Investimentos da Indústria estava 7,7 pontos acima do registrado nos últimos três meses de 2017. As previsões menores de demanda para comércio e serviços após a paralisação jogaram isso por terra. É bom prestar muita atenção nos planos dos presidenciáveis e também em suas respostas sobre economia nos debates eleitorais.
Fonte: DCI

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