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Entre as 11 categorias de fundos mais procuradas, só 5 lucram mais de 10%

13 AGO 2018

Entre os 11 tipos de fundos de investimentos com maiores captações, apenas cinco registraram rentabilidade bruta maior que 10% nos últimos 12 meses até o final de julho. Entre as categorias que captaram mais de R$ 1 bilhão em recursos e superaram os dois dígitos de rentabilidade bruta média (antes da cobrança do imposto de renda), todas são consideradas muito arriscadas.

Já a renda fixa conservadora não atingiu 8% de rentabilidade no período. Os fundos de ações de índice de gestão ativa tiveram ganhos de 18,11% em 12 meses, mas apenas 2,94% no ano, até o final de julho. Na sequência, os fundos de ações de livre movimentação mostraram ganhos de 16,63% em 12 meses, e de 2,47% no acumulado de 2018. E, na mesma comparação, os multimercados de investimento no exterior apresentaram rentabilidade de 11,31% em 12 meses, e de 6,57% nos sete meses do exercício atual. A categoria com maior entrada de recursos – a renda fixa de duração baixa e risco soberano, ou seja, concentrada em títulos públicos de curto prazo – captou R$ 24,21 bilhões em sete meses, e obteve ganho bruto de 3,05% no ano, e 6,36% nos últimos 12 meses. “Nesse momento de incertezas políticas, o investidor conservador fica ainda mais conservador. E o arrojado sabe o risco que está correndo”, respondeu o gerente geral da Socopa Invest, Rogério Manente. Devido ao cenário eleitoral, ele explicou que embora fosse saudável que os investidores aplicassem uma parte dos recursos em renda fixa protegida e outra em renda variável (ações), poucos adotam esse comportamento. “Essa estratégia é saudável, mas se vê pouco isso acontecendo”, observa. Manente alerta que há muita incerteza no Brasil e também no cenário internacional. “Se não fosse nossas preocupações domésticas com a questão fiscal, o ambiente internacional chamaria muito mais atenção”, considerou. Nesse contexto, a Socopa Invest está divulgando um fundo cambial com ticket inicial de R$ 5 mil, e um certificado de operações estruturadas (COE) de bolsa de valores, com aporte de entrada de R$ 1 mil e 1 ano de prazo. “Como temos um cenário binário na eleição, são produtos de proteção”, argumentou o gerente geral. Na avaliação do vice-presidente de investimentos da SulAmérica, Marcelo Mello, o ambiente de juros (Selic e DI) abaixo de dois dígitos na renda fixa num horizonte até 2020 leva o investidor a tomar um pouco mais de risco nas aplicações. “A expectativa é que a Selic termine 2018 em 6,5% ao ano e os juros ficaram baixos por mais tempo”, afirma. Diante dessa expectativa, Mello acredita que a pessoa física – conforme o seu perfil de risco – continuará migrando da renda fixa para multimercados, previdência multimercados e fundos de ações. De acordo com o boletim da Associação Brasileira das Entidades dos Mercados Financeiro e de Capitais (Anbima), os planos de previdência multimercados captaram R$ 9,783 bilhões no ano até julho, e renderam 2,84% no ano e 6,56% nos últimos 12 meses. “O fluxo para multimercados e previdência multimercados vai continuar. Todos os principais candidatos à Presidência da República são a favor de algum tipo de ajuste fiscal. Em maior ou menor grau todos admitem a necessidade de uma reforma da previdência.

O risco [improvável] é de uma situação de ruptura”, argumentou o vice-presidente. Dito de outra forma, Mello diz que seria “muito ruim” se a dívida pública em relação ao produto interno bruto (PIB) continuasse a crescer rapidamente. “Vai se pedir mais prêmio [juros] nesse cenário [pessimista]. Mas estamos [na SulAmérica] moderadamente otimistas. Se houver reformas esse ponto de inflexão da dívida/PIB vai acontecer em algum momento”, conclui o executivo, justificando o ambiente de juros (Selic) mais comportados para os próximos anos. Novidades no mercado Para entregar mais ganhos aos seus clientes, a SulAmérica lançou um novo fundo de previdência em parceria com a Ibiuna Investimentos. Trata-se do SulAmérica Ibiuna Long Biased Prev Fim, fundo com análise fundamentalista e estratégia onde o gestor possui flexibilidade na exposição da carteira.

A SulAmérica Investimentos já possui parcerias em multimercados com a JGP Gestão de Recursos, e em fundos de renda fixa crédito privado com a Brasil Plural. O diretor executivo do Banco Ourinvest, Nelson Campos, também divulgou o fundo imobiliário Ourinvest Cyrela, carteira de empreendimentos e títulos privados como CRIs, LCIs e letras hipotecárias.
Fonte: DCI

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