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Setor de serviços avança e dá sinais de recuperação.

15 JUN 2018

A melhora disseminada registrada em abril entre as atividades de serviços no País mostra algum tipo de recuperação do setor, avaliou Rodrigo Lobo, analista da Coordenação de Serviços e Comércio do IBGE. "Há algum tipo de recuperação do setor de serviços. Ele já vinha ensaiando, com as atividades de transportes e de outros serviços, e agora neste mês, com ajuda dos serviços prestados às famílias, que andavam oscilando, e a novidade, que é o segmento de serviços profissionais e administrativos. Esse foi o diferencial para que os serviços voltassem ao território positivo na comparação interanual", avaliou Lobo. A alta de 1% no setor de serviços na passagem de março para abril foi o primeiro resultado positivo registrado em 2018. O último avanço da série com ajuste sazonal tinha ocorrido em dezembro de 2017, quando os serviços cresceram 1,2%. Na passagem de março para abril, quatro das cinco atividades registraram crescimento no volume de serviços prestados, segundo a Pesquisa Mensal de Serviços, divulgada nesta quinta-feira pelo IBGE. Lobo lembrou também que a base de comparação fraca, após meses de resultados negativos, é um facilitador de desempenhos mais positivos. "É muito em função também da base deprimida. Na comparação interanual mês contra igual mês do ano anterior, temos apenas duas taxas positivas entre de 37 informações. Fazia tempo que os serviços vinham mostrando perda de receita", ponderou. Em relação a abril de 2017, quatro entre as cinco também registraram crescimento. Os transportes, serviços auxiliares aos transportes e correio (4,4%) tiveram o principal impacto positivo sobre a alta de 2,2% na média global, impulsionados pelo aumento na receita dos transportes rodoviários de cargas, coletivo de passageiros, transporte aéreo, correio e operação de aeroportos. Os demais avanços ocorreram nos segmentos de outros serviços (11,4%), serviços profissionais, administrativos e complementares (2,7%), e serviços prestados às famílias (0,8%). Houve queda em serviços de informação e comunicação (-1,6%), puxada pela menor receita real das telecomunicações. O Índice de Difusão de Serviços, que mostra a proporção dos 166 tipos de serviços investigados com crescimento, alcançou 54,2% em abril, um recorde na série histórica, iniciada em janeiro de 2017. O setor de serviços ainda opera 11,8% abaixo do pico de atividade, registrado em novembro de 2014. Ao mesmo tempo, o patamar atual está apenas 1,9% acima do ponto mais baixo da série, que foi alcançado em março de 2017. A greve dos caminhoneiros, que paralisou o abastecimento no País por 11 dias em maio, deve afetar os resultados no mês. "O setor que provavelmente vai sentir mais esse efeito é o de transportes, obviamente. Esse setor pesa 30% da pesquisa. O transporte rodoviário de carga pesa quase 10%, cerca de 9,5%, é o segundo maior, atrás apenas de telecomunicações. Então a pesquisa vai sentir sim algum reflexo", afirmou Lobo. O setor de transportes é justamente o que vem mostrando um comportamento mais positivo ao longo de 2017 e 2018. "Frequentemente, é o setor que vem alavancando os resultados, seja trazendo os serviços para o território positivo no mês, seja evitando um desempenho mais negativo", observou.
Fonte:Jornal do Comércio

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