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A sustentabilidade e a competitividade nas micro e pequenas empresas.

25 ABR 2018

Práticas de sustentabilidade e competitividade precisam estar na essência dos negócios e fazer parte do seu dia a dia, além de ser realmente um valor para quem está à frente da empresa.

Dia desses estava pensando em como o mundo vem passando por mudanças rápidas e como isso impacta as nossas vidas, principalmente nos hábitos rotineiros. A maioria de nós não vive mais sem telefone celular e os aplicativos de mensagem instantânea. Em tempos de redes sociais, há a crescente preocupação sobre “como somos vistos pelos outros”. E, também pelo desenvolvimento da tecnologia, temos cada vez mais acesso a informações, o que nos leva a refletir sobre o que consumimos, de acordo com nossos interesses pessoais. Isso me remeteu a uma expressão que aprendi recentemente “Mundo VUCA”, que, com certeza, vale um novo artigo. Porém, por enquanto, aqui cabe falar que o momento é volátil, incerto, complexo e ambíguo. É neste ambiente que estamos vivendo e é nele que as empresas e as pessoas precisam se destacar, competir e garantir o futuro.

Algumas grandes empresas já entenderam certos recados que o mercado e os consumidores estão dando e, normalmente, esse recado é um remédio amargo, fornecido por meio de produtos e serviços rejeitados ou substituídos pelos consumidores, tanto nas prateleiras, quanto no ambiente online. Algumas organizações de grande porte já entenderam esses movimentos, que têm ganhado força e volume muito rapidamente.

Nosso ponto aqui é saber se você, empresário de Micro e Pequena Empresa (MPE), também está entendendo os recados. Reflita:

Você tem o hábito de observar o mercado, o cliente, os consumidores e as mudanças em seus hábitos e interesses?


Por mais que a sua empresa e você façam pela sociedade e pela sustentabilidade, seus clientes e o mercado conseguem reconhecer isso?


Quando você pensa nos seus negócios, entende com clareza o que te faz diferente dos seus concorrentes?


Responder assertivamente a tais perguntas é questão de sobrevivência para os negócios, pois, mais do que “parecer ser bom”, é importante conseguir provar que existe consistência entre o que se diz e o que se faz.

Práticas de sustentabilidade e competitividade precisam estar na essência dos negócios e fazer parte do seu dia a dia, além de ser realmente um valor para quem está à frente da empresa. Reduzir, reaproveitar e reciclar são atitudes positivas dentro das empresas. Estabelecer parceiras benéficas, com ganhos mútuos, demonstram a preocupação e o respeito com as pessoas envolvidas. Entregar produtos e serviços adequados, com valores justos, é obrigação de quem se propõe a abrir um negócio. É preciso traduzir a essência de sua empresa no dia a dia, em cada tarefa executada, e se posicionar de forma coerente. É um diferencial mostrar o que é feito pela comunidade, pela sociedade e pelo meio ambiente.

Entender o que faz o cliente escolher sua empresa, de maneira consciente, pode fazer seu negócio prosperar e ser mais competitivo. Ter essa clareza e conseguir propagar esses conceitos é fundamental. Para uma última reflexão, ficam alguns pontos:

Quem são os seus clientes e por que eles compram de você?
O que é a sua empresa e o que realmente ela faz por seus clientes? Não vale responder o tradicional.


O que você acha que faz sua empresa diferente? Os clientes concordam e entendem isso?
Por fim, estamos falando de muitas mudanças, que são cada vez mais rápidas e frequentes. São novos comportamentos, novas formas de consumir, de conviver e se comunicar. Entendendo isso, podemos concluir que a competitividade e a sustentabilidade das MPE dependerão de como seus donos, gerentes e líderes conseguirão entender e se adaptar constantemente aos novos tempos.

Fonte:Tribuna de Minas

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