NOTÍCIAS

Financiar PMEs é medida essencial.

23 FEV 2018

Se existe um discurso fácil quando é comentada a importância das pequenas e médias empresas para o desenvolvimento do ambiente econômico de um país é aquele que fala de seu papel fundamental para o crescimento inclusivo, a inovação e a competitividade. Só essa constatação já seria motivo para o apoio às PMEs se tornar parte da estratégia dos governos. Mas então qual o motivo de ser tão difícil proporcionar o acesso fácil ao financiamento desses pequenos negócios a taxas compatíveis com seu momento de maturação?

Um informe recente da OCDE mostrou que, apesar de as pequenas empresas serem responsáveis por 60% dos empregos nas economias mais desenvolvidas e até de alguma redução recente nas taxas de juros cobradas em empréstimos para esse fim, os financiamentos bancários para negócios menores voltaram a cair em 2016. A taxa média de crescimento de novos empréstimos caiu de 2,6% em 2016 para 5,6% negativos no ano seguinte.

Os motivos são variados, de acordo com as características regionais, e vão desde a própria baixa demanda, passando por aversão ao risco das instituições financeiras e condições macroeconômicas desfavoráveis.

Os três anos de recessão no Brasil colocaram os empreendedores locais diante de todas essas circunstâncias negativas. Por aqui, os empréstimos para as pequenas e médias empresas, que chegaram a representar 55,5% do total em 2007, recuaram para 36,9% no ano retrasado. A taxa média de juros bateu nos 33,5% anuais, um spread de quase 13 pontos porcentuais quando comparada à taxa cobradas das grandes corporações.

Com o acesso bloqueado ao crédito e a baixa demanda permanente, passou a crescer a procura por outros modelos de financiamento fora da rede bancária, como empréstimos peer-to-peer, crowdfunding, leasing, compras a prazo e desconto de faturas. Os instrumentos de investimentos coletivos são especialmente úteis em ambientes como o brasileiro, onde a legislação e o tamanho do mercado limitam o uso de modalidades como as ofertas públicas de ações e os projetos de venture capital.

 Fonte: Fenacon

VEJA TAMBÉM